Galerias de arte a visitar ainda no verão

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Imagens ©D.R.

Se ainda vai de férias e procura aproveitar para explorar cidades portuguesas, talvez lhe interesse conhecer alguns espaços culturais com propostas interessantes para explorar ainda no verão. Das galerias mais históricas às mais contemporâneas, aproveite o tempo livre para visitar algumas das nossas sugestões.

Começamos o nosso roteiro na cidade de Braga, onde encontramos a Galeria Duarte Sequeira. Integrada num espaço privado e familiar, esta idílica casa cultural abre as suas portas ao público, em 1994, para uma verdadeira experiência enriquecedora, que vai além da arte visível. Todo o conceito é motivo de admiração. Integrada numa perfeita moldura paisagística e arquitetónica, a galeria principal enquadra-se na paisagem de forma uníssona, como se o próprio edifício acompanhasse o desnível do terreno. Pelo seu interior, já passaram diversas exposições de artistas contemporâneos mundialmente reconhecidos – alguns portugueses e outros internacionais – como Luís Coquenão, Baltazar Torres, Julian Opie e Franz West, entre tantos outros. Mas a arte contemporânea ultrapassa paredes e chega aos jardins que acolhem a galeria, através de instalações, performances e esculturas. A Galeria Duarte Sequeira encontra-se encerrada de 10 a 30 de agosto, reabrindo com a prolongação da exposição Mommie Dearest, de Lucile Littot, até ao dia 25 de setembro.

Exposição Mommie Dearest, de Lucile Littot, na Galeria Duarte Sequeira ©D.R.

A cidade de Guimarães revela uma série de espaços culturais e turísticos de grande interesse para quem por lá passa. Dos concertos ao ar livre às exposições e peças de teatro – algumas das quais muito reconhecidas internacionalmente – a cidade respira cultura durante todo o ano. A Oficina é um dos grandes responsáveis pela fruição artística da cidade, dissimulando o melhor das artes pelos vários espaços culturais disponíveis, destacando, primeiramente, o Centro Internacional das Artes José de Guimarães (CIAJG) – simultaneamente um museu e um acervo das obras do artista português que lhe dá nome – que contempla 13 salas para exposição, pelas quais passam mostras internacionais dedicadas à arte contemporânea, interligando o passado e o futuro. Muito próxima encontra-se a Casa da Memória, que conta com exposições permanentes e mostras pontuais. Até ao dia 5 de setembro, é possível visitar o ciclo de exposições Nas Margens da Ficção, no CIAJG, e o projeto Velha Infância, na Casa da Memória.

Já em Vila Nova de Famalicão, encontramos a Galeria Municipal Ala da Frente, cuja sala de exposições ocupa a parte frontal do edifício do Museu Bernardino Machado. Desde 2015 que o Município procurar dar a conhecer o melhor da arte contemporânea, valorizando a criação artística nacional, através de exposições e iniciativas inovadoras. Com curadoria do artista plástico famalicense, António Gonçalves, a agenda cultural da galeria respeita a integração de um núcleo de artistas que tem vindo a demonstrar um trabalho consolidado e emergente ao longo do tempo.

Na famosa Rua Miguel Bombarda, no Porto, habita a Galeria Fernando Santos, um espaço cultural que desde a sua fundação, em 1993, tem articulado um trabalho importante na promoção de vários artistas e projetos nacionais. Anualmente, a galeria recebe também várias mostras expositivas de alguns nomes da arte internacional, possibilitando um espaço de contacto próximo entre o artista e o público. A par das exposições em galeria, a estratégia passa por organizar exposições pontuais em espaços culturais diversos, mantendo uma presença assídua em museus de prestígio e grandes feiras nacionais e internacionais. Até ao dia 29 de agosto, a exposição Diálogos com Amadeo, disponível no Museu Municipal Amadeo de Souza-Cardoso, reúne seis artistas, em sete exposições complementares.

Também situada na Rua Miguel Bombarda está uma das galerias mais históricas do Porto: a Galeria Presença. Enquanto ponto de encontro de artistas e projetos de renome, a galeria conta com a exposição Udgang, de Inês d’Orey, patente até ao dia 4 de setembro.

Exposição Udgang, de Inês D’Orey, na Galeria Presença ©D.R.

No centro histórico da cidade Invicta, encontramos a Galeria Pedro Oliveira, fundada em 1980 e cuja atividade artística é, desde o início, moldada pela contemporaneidade da tendência conceptual, visando difundir a obra de vários artistas emergentes. Com uma vista sobre o Douro, a programação cultural abrange propostas interessantes para todos os públicos. Atualmente, a galeria tem patente até ao dia 2 de outubro a exposição A Thousand Leaves, de Carlos Lobo.

Já em Alfama, a Perve Galeria apresenta Lenda e metamorfose neofigurativa, uma exposição individual de Ivan Villalobos que reúne algumas das obras mais reconhecidas do artista durante a última década. A exposição está patente na galeria até 18 de setembro. Ivan Villalobos integra ainda uma outra mostra coletiva, denominada Uma Outra Forma de Ar(te), ao lado de Ivo Bassanti e Javier Félix, num projeto que visa homenagear e evocar a obra de Cruzeiro Seixas. A exposição estará também patente até 18 de setembro, na Casa da Liberdade – Mário Cesariny.

A capital está repleta de atrações artísticas e culturais para experienciar a qualquer altura do ano. Começamos pela galeria Underdogs, um espaço que funde artistas, criadores, projetos e públicos, respirando a essência da cidade que a abraça. A galeria conta com dois grandes espaços de exposição e um terceiro dedicado a mostras mais pequenas e a projetos experimentais. Com uma base de inspiração urbana, a galeria recebe obras individuais e coletivas de artistas emergentes durante todo o ano.

Inaugurada no ano passado, a Sokyo Lisbon é uma das mais recentes galerias de arte contemporânea de Lisboa. É um projeto da mentora japonesa Atsumi Fujita – uma destacada referência no campo da cerâmica – e surge depois da inauguração do espaço primordial em Quioto. Ainda que o destaque da galeria seja a cerâmica, a artista procura abrir portas à arte contemporânea no seu todo, possibilitando a passagem de vários artistas de origem nipónica pela capital. Até ao dia 25 de setembro, é possível visitar a exposição individual Rivers, de Yoon Heechang.

Galeria Sokyo Lisbon, em Lisboa ©D.R.